quarta-feira, 7 de setembro de 2016

INFORMATIVO ESPECIAL: INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (HINO E ARTIGO)



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Abaixo segue um artigo na integra escrito por mim em 2009, durante a disciplina de História do Brasil Império, ministrada pelo professor Valdir Luiz Schwengber. O presente artigo vem fazer uma analise sobre o dia 7 de setembro de 1822, considerado pelos historiadores o dia da Independência do Brasil, mostrando como esse fato ganhou importância ao passar do tempo, tornando-se uma das manifestações cívicas mais importantes do calendário brasileiro e também sua influência em nossa identidade nacional. Abaixo tem a bibliografia completa para vocês lerem.Antes do artigo, ouçam o Hino de Independência, feito pelo próprio Dom Pedro I, o qual exalta a nação brasileira, fala da Independência e que defenderá a pátria, prestem a atenção na letra:



A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: FATO QUE CONTRIBUIU PARA A FORMAÇÃO DE NOSSA IDENTIDADE NACIONAL

A emancipação do Brasil, muitas vezes interpretada de forma contraditória, de maneira romântica ou patriótica, sem dúvida é um daqueles assuntos históricos que merecem nossa atenção.
 O famoso grito “Independência Ou Morte”, imortalizada em pinturas,  cinema, televisão (algumas vezes mostrado de maneira irônica ou erótica) e nos livros de História mexem profundamente com nosso sentimento patriótico, levando todos brasileiros aquela velha pergunta, será que realmente aquela cena as margens do rio Ipiranga aconteceu?
Nesse sentido, mesmo com os prós e contras, consideramos que a Independência do Brasil teve um papel fundamental para a criação de nossa identidade nacional atual.
Compreendendo que a Independência do Brasil é um fato histórico importante para a criação da identidade patriótica, descreveremos como aconteceu o processo de emancipação, discutindo sobre os famosos desfiles cívicos na Semana da Pátria, comparando o fato verídico com pinturas e filmes querem mostrar, além de relacionar ele com a realidade atual, respondendo a seguinte pergunta: Qual a influência da independência brasileira para a formação de nossa identidade nacional?
Anos após a chegada ao Brasil, a Família Real portuguesa pensava que tinha livrado-se de todos os seus problemas, inclusive de Napoleão Bonaparte, tudo iria ser tranqüilo, bela ilusão. Mesmo com o fim das Guerras Napoleônicas, a Europa  foi novamente agitada, devido às revoluções liberais.
Para piorar a situação de Portugal, em 1820, inicia-se a Revolução Liberal do Porto. Segundo Almeida da Silva (1995, p. 9), “a vitória da revolução liberal foi saudada com entusiasmo pelos brasileiros, e nas províncias logo foram eleitos deputados que iriam representar o Brasil nas Cortes”. A situação da Família Real ficou ainda mais complicada, que já estava preocupada com a onda de Independências na América Espanhola, lideradas por San Martín e Simon Bolívar.
Nesse contexto, em 1821,a Corte de Dom João VI teve que voltar as pressas para Portugal, tentar resolver os problemas relacionados à Revolução do Porto, deixando em seu lugar o príncipe regente, Dom Pedro. A seguir, as Cortes subordinaram todas as províncias brasileiras ao comando direto de Lisboa, fechando órgãos públicos brasileiros, favorecendo somente os comerciantes portugueses, além de fazer pressão para o príncipe regente voltar a Europa. Com essa política, as Cortes pretendiam recolonizar o Brasil, piorando ainda mais a situação daqui.
Esse fato foi decisivo para iniciar uma satisfação popular em relação a Corte portuguesa. Segundo Salles Oliveira (2005, p.11), “em decorrência da Revolução do Porto, evidenciaram-se incompatibilidades entre os interesses dos ‘portugueses’ de ambos os lados do Atlântico, o que teria ensejado o reajustamento das pretensões de grupos políticos enraizados no centro-sul, que se voltaram para a opção separatista tendo à frente D. Pedro”.
Logicamente, deixar Dom Pedro no Brasil foi uma jogada inteligentíssima de Dom João VI, pois assim manteria a monarquia na antiga colônia e, ao mesmo,  viabilizar a continuidade da dinastia de Bragança à frente do governo em uma eventual declaração de independência, a qual o rei tinha certeza, que mais cedo ou mais tarde iria acontecer.
Ao mesmo tempo, muitas revoltas eclodem de norte a sul, dividindo o país em dois partidos, o Partido Português e o Partido Brasileiro, o primeiro defendia logicamente os interesses de Lisboa,o segundo defendia a independência e uma união entre Brasil e Portugal, como nações amigas. Devido às pressões de vários setores, Dom Pedro  optou pela independência. Mesmo assim, as  pressões e decretos das Cortes de Lisboa continuavam ferozes, revoltando a população brasileira cada vez mais.
Vendo que Lisboa exigia incansavelmente o retorno imediato do príncipe regente a Europa, vários setores brasileiros organizaram uma campanha para coletar assinaturas a favor da permanência de Dom Pedro no Brasil, conseguindo 8 mil assinaturas, número expressivo para época, sendo entregue ao príncipe no dia 29 de dezembro de 1821, pelo presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Clemente Pereira.
A resposta de Dom Pedro aconteceu no dia 9 de janeiro de 1822, expressado em sua celebre frase “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto: diga ao povo que fico”. Com esse episódio conhecido como “O Dia Do Fico” , o príncipe regente entrava em rota de colisão com Lisboa, agora a independência seria uma questão de tempo.
Não demorou muito, a reação do Partido Português foi estacionar as tropas portuguesas no Rio de Janeiro, comandadas pelo general Avilez, que exigiam obediência de Dom Pedro às ordens das Cortes. No confronto que se seguiu, Avilez foi vencido e expulso do Brasil com suas tropas.
José Bonifácio, um dos ministros de Dom Pedro, convocou em fevereiro o Conselho dos Procuradores das Províncias do Brasil, no intuito de assessorar o príncipe regente, além é claro estabelecer uma ligação política entre o Rio de Janeiro e as outras províncias, procurando garantir a unidade territorial. 
Em maio, foi decretado que nenhuma ordem das Cortes seria aceita sem o “cumpra-se” do príncipe regente. No mês seguinte, o cenário político foi novamente tumultuado, devido às divergências dos partidários de José Bonifácio e os de Gonçalves Ledo quanto a convocação de uma Assembléia Constituinte, cujo objetivo era elaborar uma Constituição para o Brasil.
Gonçalves Ledo conseguiu mobilizar a opinião pública e a imprensa em defesa da convocação. Novamente pressionado, levou Dom Pedro a aprovar a iniciativa, e a Assembléia foi convocada. Nesse mesmo instante, inicia-se uma onda de revoltas de norte a sul, dando ínicio as chamadas guerras de independência. 
No final de julho, Dom Pedro viajou a província de São Paulo, tentar acalmar uma rebelião contra José Bonifácio. Ao retornar de Santos, próximos da capital paulistas, às margens do riacho do Ipiranga, chegaram  os últimos decretos das Cortes de Lisboa. Como não poderia deixar de ser, eram ordens severas, um delas era que anulasse a convocação do Conselho dos Procuradores.
Na mesma ocasião, também recebeu duas cartas pessoais, uma de seu ministro José Bonifácio e outra de sua esposa, Dona Leopoldina, que aconselhavam dom Pedro a romper definitivamente com Portugal, a alternativa que restava no momento era proclamar a independência.
Nesse contexto, Dom Pedro, irritado com as ordens de Lisboa, decide finalmente proclamar a Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1822, no mesmo local aonde recebeu as cartas. Segundo a historiografia oficial, as margens do Ipiranga, o príncipe regente levantou sua espada e gritou “Independência Ou Morte”, libertando-nos do domínio de Portugal. No mês de dezembro, D. Pedro foi declarado Imperador.
Após esse fato, a independência se consolidou com relativa rapidez, com apoio econômico e diplomático da Inglaterra, enviando mercenários ingleses a favor de Dom Pedro nas lutas, que duraram até novembro de 1823. Daí nascia à nação que conhecemos como Brasil.
Depois de consolidada, o Brasil buscou reconhecimento de sua independência a outras nações. As primeiras a reconhecerem foram à Argentina, México e Estados Unidos, depois Inglaterra e por último Portugal, no dia 29 de agosto de 1825.
Ao contrário de que muitos historiadores pensam, a independência não teve a repercussão na data que ela ocorreu. Segundo Salles Oliveira (2005, p. 13), “Tampouco o dia 07 de setembro foi interpretado naquela ocasião como divisor de águas do processo histórico em curso”.
Já a situação social tampouco mudou com o 7 de setembro, a escravidão não foi abolida, quem era pobre continuou pobre e as desigualdades sociais proliferavam em todos cantos . Muitos cronistas estrangeiros que viajam pelo Brasil na época relataram com crueza essa realidade. Segundo Saint-Hilaire (1974, p. 94), “o povo nada ganhou absolutamente com a mudança operada. A maioria dos franceses lucrou com a Revolução que suprimiu privilégios e direitos auferidos por uma casta favorecida. Aqui, lei alguma consagrava a desigualdade, todos os abusos eram resultado do interesse e dos caprichos dos poderosos e dos funcionários. Mas são estes homens, que no Brasil, foram os cabeças da revolução”.
Até 1860, a data  07 de setembro não significava nada para o Império, nem o próprio dom Pedro I fazia menção a esse acontecimento em cartas que escreveu ao pai e ao povo paulista, praticamente no mesmo período. Durante o reinado de Dom Pedro II, essa data foi reconhecida, tornando-se feriado nacional, foram realizados desfiles cívicos para comemorar a data e também feitos monumentos no local aonde tudo aconteceu, onde hoje se encontra o Museu do Ipiranga, inaugurado em 1895, quando o Brasil já era um país republicano.
Com a inauguração do museu, o público brasileiro pode ver a famosa tela de Pedro Américo, “Independência Ou Morte”, o qual retratava a famosa cena do Grito da Independência, nas margens do riacho Ipiranga.
Inspirado nos relatos de pessoas que presenciaram o acontecimento, inclusive na crônica de Padre Belchior Pinheiro Ferreira e nos relatos do Tenente Canto e Mello e do Coronel Marcondes, integrantes da comitiva de Dom Pedro na época, criou uma obra, segundo Salles Oliveira (2005, p.59), “de fácil e prazerosa leitura, a narrativa de Pedro Américo instiga a reflexão não só em termos da interpretação sobre a Independência que expôs como em termos das práticas de investigação adotadas para realizara transposição da ‘verdade’ e de situações verossímeis, contidas nos registros escritos e orais que compilou, em imagens capaz de aprisionar o olhar e sensibilidade do espectador”. 
Já em 1972, o diretor Carlos Coimbra realiza um filme épico chamado “Independência Ou Morte”, é uma das produções cinematográficas mais caras feitas no Brasil, perdendo apenas para “Olga”. Com um elenco cheio de astros da televisão como Tarcísio Meira e Glória Menezes, figurino caro e uma maravilhosa mistura de aventura com História forma os ingredientes para ser um sucesso de bilheteria na época. Esse filme tem como fonte de inspiração a historiografia oficial e em telas de grandes artistas brasileiros como Pedro Américo, em especial na cena em que retrata o momento da independência. Mesmo com todo aquele discurso ufanista do regime militar, merece ser assistido e analisado.
O tema emancipação também já foi retratado em diversas novelas e seriados na televisão brasileira, algumas vezes com destaque, outras como pano de fundo. Um dos exemplos mais claros foi a minissérie “O Quinto Dos Infernos”, dirigida por Carlos Lombardi e exibida em 2002 pela Rede Globo. Retratou os bastidores da Independência de maneira cômica, com muita aventura e doses de erotismo, causando muitas polêmicas em vários setores, inclusive aos historiadores, mesmo assim foi um sucesso de audiência na época que foi exibida.
Os desfiles cívicos, muito tradicionais nessa época, ganham destaque na televisão e nos jornais em todo Brasil. Ultimamente, muitas entidades, em especial as da educação, vivem uma crise de identidade patriótica, e muitas das pessoas recusam-se a desfilar, inclusive as crianças e jovens, achando que é “coisa pra velho” ou simplesmente “não é mais tempo de ditadura militar”.
Mesmo assim, a Independência foi um fato que marcou profundamente, mesmo que seja tardiamente, a formação de nosso país como vemos hoje, ou em outras palavras, nossa identidade nacional.
Controvérsias e ufanismos à parte, a emancipação do Brasil foi um fato importante na história imperial, com a Independência deixamos de ser meramente uma colônia para sermos uma nação. A memória às vezes de nós brasileiros é curta, mas cabe a ela conscientizar nossos alunos a terem amor a pátria e não sejam vítimas de idéias alienantes. Conforme Le Goff (1996, p. 447), “a memória, onde cresce a história, que por sua vez alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens”.
Como podemos perceber ao fazer este estudo, o Brasil demorou um pouco para perceber o significado daquele dia 7 de setembro de 1822, e até hoje ainda existem pessoas que não compreendem essa data. Acreditam ser mais um feriado como qualquer outro, aonde acontece festas, desfiles cívicos e se canta hinos em praticamente todas as cidades do país e consideram uma tremenda “perca de tempo” assistir ou participar.
Mas é importante que nós jovens devamos compreender que essa data não é somente um “feriado qualquer”, que serve apenas para descansar e passear, mas para refletirmos sobre nosso país, como ele nasceu e cresceu no decorrer da História, criando um sentimento patriótico.  Sabemos que existem diversas invenções mentirosas embutidas na Independência, mas devemos aproveitar disso para aprendermos muitas coisas, pois verdades e mentiras estão sempre no meio na História da Humanidade.
Aprendemos ao longo dessa pesquisa a valorizar a história nacional, a discutir criticamente o verdadeiro sentido dos fatos, conhecemos um pouco mais sobre o processo de Independência do Brasil, e também aprendemos a amar cada vez mais nosso país, enfim, os objetivos que planejamos desde o início, acabaram sendo satisfatoriamente alcançados.
Gostaríamos de sugerir aos estudantes e pesquisadores que façam mais estudos e pesquisas aprofundadas e interdisciplinares sobre esse assunto. Também, a novas gerações, tão acostumadas com tantas novidades tecnológicas, que aprendam a valorizar a identidade de nosso país e que despertem o gosto pela História do Brasil, pois ela não pertence somente aos grandes imperadores, militares, burgueses, poetas ou sonhadores, mas sim a todas as pessoas que compõem o povo brasileiro, ou seja, nós.

                 REFERÊNCIAS:

SALLES OLIVEIRA, Cecília Helena de . 7 de setembro de 1822: A Independência do Brasil. 1. ed. São Paulo: Editora Lazuli, 2005.

PEREIRA, Andrio Cardoso . A independência do Brasil. Extremo Sul Notícias, Santa Rosa do Sul, n° 32, pg. 3, set. 2008.

INDEPENDÊNCIA OU MORTE. Direção: Carlos Coimbra (dir). Brasil: Vídeo Arte, 1972. 1 filme (108 min.), son., col.   

ALMEIDA DA SILVA, Arlenice. As Guerras da Independencia. 1 ed. São Paulo: Editora Ática, 1995.

GOFF, Jacques. História e memória. 4. ed. São Paulo: Editora da Unicamp, 1996.

SAINT-HILAIRE, Auguste de. Segunda viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e a São Paulo (1822). Belo Horizonte/São Paulo, Itatiaia/Edusp, 1974.   



terça-feira, 6 de setembro de 2016

LIVRO: O CIDADÃO INVISÍVEL- GILBERTO DIMENSTEIN, IVAN JAF & EDUARDO FERIGATO


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Grande jornalista brasileiro, Gilberto Dimenstein é conhecido por fazer reportagens com tons educativas e por transportar a realidade para romances como no caso de O Cidadão de Papel, tornando em um clássico da literatura juvenil. Ivan Jaf é roteirista e escritor, autor de clássicos como O Vampiro que Descobriu o Brasil, beijo na Boca e tantos outros. Eduardo Ferigato é cartunista, desenhista e ilustrador conhecido no Brasil inteiro, principalmente no universo dos quadrinhos brasileiros.
Publicado em 2011, O Cidadão Invisível une essas três grandes feras da cultura brasileira, no intuito de fazer uma adaptação do livro O Cidadão de Papel de Gilberto Dimenstein para o formato das histórias em quadrinhos, criando assim uma nova obra, mais próxima dos leitores jovens.
Ambientado na cidade de São Paulo dos dias de hoje, o livro narra a jornada de um jovem morador de rua que busca visibilidade, acaba sendo tentado pelo mundo do crime, porém com o encontro de uma travesti, um mendigo bondoso e de uma jovem de classe média preocupada com os problemas sociais, inicia uma transformação que mudará a vida dele e de todos que estão ao seu redor.
 Mesclando drama social, reportagem e aventura policial, O Cidadão Invisível é um livro que dispara uma crítica social as autoridades competentes, denunciando o abandono as pessoas mais necessitadas, seguindo um pouco a linha do filme Pixote a Lei do Mais Fraco, clássico do cinema brasileiro da década de 1980 dirigido pelo saudoso Hector Babenco, porém com um fim mais feliz e positivo do que o clássico oitentista, é uma obra recomendada a todos, especialmente ao público jovem, mostrando que mesmo na pior da situações, ainda há esperança de uma vida digna e fora do crime.

Grande abraço, boa leitura, até a próxima!


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

CINE HISTÓRIA: MONSTROS (1932)


Título Original:  Freaks
Duração: 64 min. 
Ano: 1932
Diretor: Todd Browning   
País:  Estados Unidos
Idiomas disponíveis e legendas: Inglês/ Português
Gênero: Terror/ Drama social/ Tragicomédia 
Temática: Circos de Horrores/Bastidores do Mundo Circense no começo do século XX  

SINOPSE (Fonte: Adoro Cinema)



Em um circo de atrações bizarras, Cleópatra (Olga Baclanova) é uma bela trapezista que é cortejada por um anão. Ela não responde as suas investidas até descobrir que ele é herdeiro de uma fortuna. Ela então arquiteta um plano com o seu amante Hércules (Henry Victor), de casar-se com o anão e depois desprezá-lo e envenená-lo. 

COMENTÁRIO


Todd Browning dispensa apresentações, grande diretor da era de ouro dos filmes de terror produzidos pela Universal, produzido filmes importantes para o gênero, em especial Drácula (1931), o qual lançou ao estrelato o ator húngaro Bela Lugosi sendo um grande sucesso, dando início a um dos gêneros mais populares do cinema: os filmes de vampiros, logo após fez Monstros (1932, filme que iremos abordar nessa postagem)e a Marca do Vampiro (1935), filmes que se transformam em grandes clássicos e referências usadas até hoje.
 Filmado em uma época cheia de tabus e preconceitos, Monstros é um filme que chocou plateias em todo mundo, graças ao seu realismo grotesco e por ser uma estória totalmente diferente dos padrões cinematográficos de Hollywood na década de 1930, sendo feito com atores amadores, o que deu um ar mais documental a obra.
 Mesclando terror com tragicomédia, o filme conta a estória de uma inescrupulosa trapezista chamada Cleópatra, ao saber que Hans (um anão) é herdeiro de uma grande fortuna, decidi seduzir, para depois matar e ficar com a herança, mas acaba sendo descoberta por outros membros do circo, que iniciam um terrível plano de vingança contra a conspiradora, tendo resultado horripilante.
 Ambientado em um circo no começo do século XX, Monstros retrata o cotidiano dos chamados circos de horrores, os quais circularam muito pelo mundo entre a segunda metade do século XIX e começo do século XX, o qual expunha de forma desumana nos espetáculos pessoas com deficiência física, dizendo ao público que eram herdeiros de maldições, de fenômenos mágicos ou até mesmo seres sobrenaturais, apesar do filme não apresentar cenas de maus-tratos físicos, era algo comum nesse tipo de espetáculo haver um clima altamente repressor, mas o preconceito e a cara de nojo que as pessoas ficam ao ver essas “aberrações” é mostrado de forma explícita, tecendo uma impiedosa crítica a sociedade dita “normal” e a esses espetáculos perversos, retratando que aquelas pessoas tem sentimento, capacidade de se organizar em prol de uma causa, ter senso de humor, ser honestas, ser bondosas e fazer justiça quando alguém fere o sentimento de um membro do grupo.
 Mesmo não havendo cenas de violência ou derramamento de sangue, Monstros chocou muito a plateia da época pelo fato de todas as pessoas deficientes retratadas ali SÃO REAIS, isso mesmo, não era maquiagem, era tudo de verdade, com exceção da aberração que é retratada no final, que é um truque de maquiagem, mesmo sendo falso, assusta graças ao movimento brusco da câmera, sendo uma cena impactante ao máximo, que pode perturbar quem está desavisado, exigindo esse filme uma maturidade cinematográfica, pois se trata de uma obra de vanguarda raríssima, um clássico do cinema que não perdeu sua originalidade e obrigatório aos fãs do gênero horror e de espetáculos circenses.



Grande abraço, BOA SEMANA, até a próxima!

domingo, 4 de setembro de 2016

RETRÔ: POKÉMON


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Você conhece os personagens acima? Eles fazem parte de uma franquia famosa, que desde a década de 1990 vem fazendo fãs pelo mundo inteiro, que recentemente graças a um novo game, voltou com força total a despertar uma nova febre mundial, estou falando logicamente de Pokémon, quem nunca ouviu falar no Pikachu, Squirtle, Charizard e tantos outros mesmo sem saber do que se trata? Vamos conhecer um pouco dessa franquia famosa.
Uma das franquias de mídia mais famosas de todos os tempos, Pokémon foi criado em 1995 pelo designer em jogos eletrônicos japonês Satoshi Taijiri, iniciou como games para o console Game Boy, posteriormente para Nintendo 64 e outras plataformas da Nintendo, com o sucesso estrondoso, acabou virando brinquedos, jogos de cartas, desenho animado (anime), mangás (gibis japoneses) e cinema, transformando Pokémon em uma febre mundial entre o final dos anos 90 e começo dos anos 2000, sendo que a trama da franquia narra as aventuras de monstrinhos chamados Pokémons, os quais os humanos capturam e treinam eles para lutar em combates esportivos.
Em 2016, foi lançado o game para smartphones Pokémon Go,sendo um estrondoso sucesso,o qual usa da realidade aumentada, ou seja, usa de cenários reais de onde o jogador está com personagens em 3D, onde os jogadores capturam Pokémons, podendo travar combates com outros treinadores em estádios virtuais, havendotrês equipes, o Instinct, o Valore o Mystic, cada um tendo características bem peculiares, cabendo a cargo de cada jogador a escolha da equipe que quer fazer parte.
Apesar de eu não jogar Pokémon Go, é bacana ver a turma se divertindo junto, fazendo novas amizades, saindo da acomodação, isso é bom e sadio,  não acredito que seja  alienante e outros termos pejorativos que alguns veículos de mídia fazem, a verdade é que o Pokémon é um grande sucesso e fez as pessoas voltarem a ter interesse pela franquia, fazendo Pokémon ser mais conhecido e popular do que já era, trazendo o interesse das pessoas por jogos antigos da franquia feitos no Nintendo DS, Nintendo 64 (Pokémon Stadium) e outros consoles, batendo recordes cada dia que passa, além é claro de ganhar novos jogadores.


Grande abraço, BOA SEMANA, até a próxima! 

sábado, 3 de setembro de 2016

INFORMATIVO ESPECIAL: PERÍODOS DA HISTÓRIA DO BRASIL


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Sendo um país imenso e um verdadeiro caldeirão cultural, o Brasil tem uma História bastante longa, cheio de personagens conhecidos e anônimos, curiosidades e acontecimentos históricos de todas as formas imagináveis, desde aqueles fazem parte do imaginário nacional, passando por aqueles que nos revoltam, outras nos fazem rir, outros pensar em nossas escolhas e outros ainda para aprender a conhecer melhor o país.
 Assim como acontece na História Geral, existe inúmeras forma de dividir os períodos históricos do Brasil, indo conforme o gosto de cada historiador. Para facilitar e por opção própria, usarei a divisão clássica da História brasileira, porém não irei me aprofundar muito, abrindo espaço para postagens mais profundas em outras oportunidades aqui no Brasil, onde abordaremos cada temática. Os períodos de nossa História são:

·         Pré-colonial (surgimento do homem sapiens até 1500): período onde o Brasil era habitado por incontáveis povos indígenas;
·         Colonial (1500-1822): período da chegada dos portugueses, confronto com índios e outras nações, formação do território brasileiro, revoltas contra o domínio português, vinda da família Real e encerrou com a Independência do Brasil;
·         Império (1822-1889): período em que o Brasil governado por descentes do trono português, Dom Pedro I e Dom Pedro II, encerrando com a Proclamação da República;
·         República Velha (1889-1930): período dos primeiros presidentes da República, encerrando com a Revolução de 1930;
·         Período Getulista (1930-1945): período em que o Brasil foi governado por Getúlio Vargas)
·         República Nova (1945-1964): período governado por presidentes eleitos pelo voto, havendo a volta de Getúlio Vargas ao poder em 1950, encerrando com o golpe militar de 1964;
·         Regime Militar (1964-1985): período que o país formado por militares, encerrando com a eleição indireta de Tancredo Neves;
·         Período Democrático (1985-até os dias de hoje): período o qual a os governantes são escolhidos novamente pelo voto direto.

Sendo aqui um pequeno resumo dos períodos históricos do Brasil, pode se dizer que é uma introdução simples e fácil sobre nossa História, não é um manual super completo, espero que todos possam sentir convidados a profundar o conhecimento sobre os momentos históricos de nosso país, é fundamental sabermos a respeito disso, pois conhecendo, acaba se identificando, acaba mantendo nossa História e cultura vivas.


Grande abraço, BOM FIM DE SEMANA, até a próxima! 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

POEMA: RAZÃO DE MINHA EXISTÊNCIA



Estava tudo muito calmo e silencioso,
Caminhando pelas estradas da vida,
Você chegou sem avisar, sorrateiramente,
Assim como não quer nada,
Foi avassalador, como um furacão,
Me conquistou com muita facilidade,
Mesmo não sabendo quem você era,
Hoje não consigo viver sem ter você,
Para mim, és a razão de minha existência.

Autor: Andrio Cardoso Pereira


BOM FIM DE SEMANA, ATÉ A PRÓXIMA!  

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

PROGRAMA CORREIO CULTURAL: AGOSTO (SRS ESPECIAL)


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Nessa última quarta (31/08) na rádio 87,9 FM Rádio Cidade Sul de Santa Rosa do Sul, aconteceu mais uma edição do programa Correio Cultural, o qual sou apresentador, sendo o oitavo programa da temporada 2016, sendo o primeiro totalmente apresentado ao vivo e gravado no Youtube, confiram abaixo o programa na integra:



Sendo uma edição com temáticas mistas, a edição de agosto deu ênfase a dois temas bem distintos: Pokémon e os 84 anos da festa em honra a Santa Rosa de Lima, demonstrando que o Correio Cultural é eclético e que une todos os tipos de manifestações culturais existentes em todos os lugares, pois agora com o início das transmissões via internet, é necessária maior variedade de temáticas. Os temas abordados nessa edição foram:
·         Especial 84 Anos da Festa em Honra a Santa Rosa de Lima;
·         História da padroeira Santa Rosa de Lima;
·         Biografia da professora Isaura Freitas Emerim;
·         Festa em Honra a Santa Rosa de Lima 2016;
·         Convite ao III Festival de Folclore;
·         Pokémon;
·         Arraialfest em Sombrio;
·         Exposição relacionado ao Folclore no Center Shopping Araranguá;
·         Livro: Os Miseráveis- Victor Hugo;
·         Filme: Ben-Hur (1959/2016)
·         Convite para a reunião de bandas na M-Tech Instrumentos Musicais em Sombrio;
·         Música de Banda Local:  Jazz Band Grupo Rosas do Sul
·         Jean Chapolin, gênios dos desenhos animados nos anos 80 e 90
·         Tex Willer
·         Poema: Chegarei ao meu Objetivo- Andrio Cardoso Pereira
·         Música de Encerramento:  Entre a Serpente e a Estrela- Zé Ramalho 

Quero agradecer a todos pela audiência do programa, é gratificante demais o retorno que vocês dão ao programa, espero poder continuar contando nos próximos 04 programas restantes dessa temporada, quem quiser mandar sugestões de tema, elogios ou até mesmo críticas construtivas página do Facebook ou do Youtube do Programa Correio Cultural, ou quiser ser um patrocinador do nosso programa, entre em contato pelo e-mail: andriocardosopereira@hotmail.com, fiquem a vontade, quero cada vez mais fazer esse programa ser a cara de quem o ouve.
Quero dizer que é uma alegria imensa fazer esse programa, é um dos primeiros programas radialísticos da região sul catarinense abordar somente questões culturais, trazendo informações diferenciadas, curiosidades, músicas de bandas locais e a importância de preservar nossa cultura e história, valorizando nossa identidade, pois um povo sem identidade cultural é igual uma árvore sem raiz. Estarei aguardando a audiência de todos, dia 27 de setembro, ás 17 horas, na próxima edição do Correio Cultural.

Grande abraço, até a próxima!