segunda-feira, 16 de março de 2015

A MÚSICA E A HISTÓRIA: FESTA DE BOI BUMBÁ- BANDA CARRAPICHO


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Grupo formado nos anos 80 na cidade de Parintins, Amazonas, o Carrapicho fez um estrondoso sucesso na década de 90 tanto no Brasil como na Europa, trazendo um som bastante contagiante, que misturava as toadas de Boi Bumbá, forró, ritmos indígenas e toques de música eletrônica, tendo inúmeras aparições na televisão e hits em primeiro lugar nas rádios em todo o Brasil na época.
 Lançada em 1996, Festa de Boi Bumbá faz parte do álbum de mesmo nomedisco o qual projetou o Carrapicho nacionalmente e internacionalmente, apresenta a temática o qual a banda foi responsável por apresentar ao mundo: A Festa de Boi Bumbá, manifestação folclórica e cultura que acontece desde 1965 na cidade de Parintins, no estado do Amazonas, unido a cultura indígena (principal inspiração para a festa), do colonizador europeu, dos ribeirinhos, africanos e dos caboclos, tendo a disputa do Boi Garantido (vermelho) e o Boi Caprichoso (azul), assemelhando com os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, porém exaltando a cultura do povo amazonense.
 Sendo uma música que une os ritmos indígenas com as toadas e ritmos eletrônicos, essa canção fala da alegria dos amazonenses quando acontece o Festival de Parintins, especialmente os índios, os moradores e os visitantes, os preparativos para a festa, o agito das torcidas e o clima das apresentações do Garantido e Caprichoso na arena durante a apresentação,  transformando essa música em um relato da grandiosidade desse Festival. Confiram abaixo um vídeo com essa música linda e bastante alegre:


Grande abraço, BOA SEMANA, até a próxima.   

domingo, 15 de março de 2015

RETRÔ: SÉRIE VAGA-LUME


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Quem estava na escola entre os anos 70, 80 e 90 com toda certeza lembra da coleção de livros acima, é sem dúvida um dos grandes sucessos editorais da literatura brasileira, voltado totalmente ao público infanto-juvenil, editando obras consagradas e novidades, tornando verdadeiros clássicos, sempre conquistando novas gerações com suas sucessivas reedições e novos títulos, estou falando é claro da inesquecível Série Vaga-lume, que continua uma verdadeira febre nas escolas brasileiras, mesmo depois de tanto tempo da publicação do primeiro livro da coleção.
 Idealizada por Jiro Takahashi e lançado pela editora Ática em 1972, o primeiro livro da coleção foi A Ilha Perdida de Maria José Dupré, que foi um sucesso estrondoso de vendas, já ganhando uma verdadeira legião de fãs, aumentando a cada novo lançamento, sendo inclusive adotados em escolas brasileiras como livros paradidáticos e nos acervos das bibliotecas, locais onde as obras dessa coleção se popularizaram, tendo hoje o status de relíquias e raridades.
 Além disso, o segredo do grande sucesso dessa coleção foi trazer obras com uma linguagem bastante simples, abrangendo diversos gêneros literários (ação, épico, comédia, ficção científica, drama, romance, terror, policial, infantil, fantasia, etc), preços acessíveis,  grandes tiragens, com ilustrações bem bonitas, vindo com atividades didáticas para leitores e professores em cada obra da coleção, tramas bem cativantes, trazer autores veteranos e novatos como Marcos Rey, Maria José Dupré, Luiz Puntel, Bosco Brasil,  Pedro Bandeira, Lúcia Machado de Almeida, Ivan Jaf e tantos outros, e obras como Éramos Seis, Xisto no Espaço, Açúcar Amargo, Tonico & Carniça, Dinheiro do Céu, O Escaravelho do Diabo, Doze Horas de Terror, Meninos Sem Pátria e muitos outros (clique aqui para conhecer outros livros da série), são considerado por muitos verdadeiros clássicos da literatura brasileira.
 Juntamente com a coleção  Primeiros Passos, a Série Vaga-lume foi a grande responsável pela formação literária de muitos leitores brasileiros nesses mais de 40 anos de sua primeira publicação, algo realmente raro em nossa literatura, mantendo o seu status cultural intacto, os fãs mais antigos ainda lembram dos momentos prazerosos de ler os livros dessas coleção, não esquecendo suas estórias e personagens,  com toda certeza jamais será esquecida  e continuará tão querida como ela foi no passado.

Grande abraço, BOA SEMANA, até a próxima.

sábado, 14 de março de 2015

POEMA: NUNCA DIGA É TARDE


Nunca diga é tarde para recomeçar,
Tempo não deve ser limite para nada,
Não acertou, tente novamente,
Tenha fé, pois a vitória um dia chegará.

Nunca diga é tarde para pedir o perdão,
O senso de amizade e solidariedade deve prevalecer,
Momentos de fraqueza todo mundo tem,
Mas todos merecem uma segunda chance.

Nunca diga é tarde para realizar um sonho,
Por mais antigo e maluco que seja,
Corra atrás e não desista.

Nunca diga é tarde para viver,
Idade não pode ser desculpa,
Pois a vida é aqui e agora.

Autor: Andrio Cardoso Pereira

Um bom final de semana, tudo de bom.

sexta-feira, 13 de março de 2015

SRS: ESPECIAL: HISTÓRIA DO MUNICÍPIO (RESUMO)


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Hoje, o tema da coluna Santa Rosa do Sul Especial é muito especial,  é uma compilação em forma de resumo dos três informativos que escrevi em 2012 descrevendo a História de nosso munícipio, desde os tempos mais antigos até os dias de hoje, feito especialmente para a nossa juventude e para aqueles que não tiveram oportunidade de ler na época, fiquem a vontade, leiam com muita atenção, pois esse informativo servirá de base para os próximos informativos que vão ser postados no blog, UMA BOA LEITURA A TODOS.

HISTÓRIA DE SANTA ROSA DO SUL

Santa Rosa do Sul é um município pequeno e politicamente jovem, sendo que sua emancipação política aconteceu apenas em 1988,quando se desmembrou da cidade de Sombrio, mas sua História começou quando era habitado por índios do tronco linguístico Tupi- Guarani, foram os primeiros moradores de onde se localiza o atual município e tiveram contato com os colonizadores europeus que por aqui passaram, especialmente luso-açorianos, italianos, alemães e espanhóis.
 Um dos acontecimentos históricos mais antigos que aconteceu aqui vem de relatos orais, só foi registrado no livro Paróquia de Sombrio, escrito em 1948 pelo padre Raulino Reitz, irmão mais novo do padre João Reitz, um dos párocos que impulsionou a criação de capelas e igrejas na região, inclusive aqui, ajudando no crescimento de vilarejo.
 O relato consiste em um caso de assassinato ocorrido em uma sanga próximo ao morro onde hoje fica localizado a Prefeitura de Santa Rosa do Sul. Mesmo com vários estudos históricos feitos, não se sabe ao certo a causa, nomes das pessoas assassinadas, data e ano, pois esse acontecimento veio até nós através da fonte oral, e foi modificada com o passar do tempo, mas algo todos sul santa-rosenses acreditam na veracidade desse fato macabro.
 Abaixo segue a versão do acontecimento descrita na década de 40 pelo padre Raulino Reitz em seu livro Paróquia de Sombrio:

....dois assassinos cruzando as fronteiras, fugiram do Estado do Rio Grande do Sul e se asilaram no atual morro de S. Rosa, bela montanha arredondada. A polícia, porém, não descansou. Foi ao alcanço de ambos e encontrou um pescando nas costas da lagoa Sombrio. Sob pena de morte foi intimado a indicar seu companheiro. Levou então os policiais até as cabeceiras da Sanga de S. Rosa onde ambos foram executados... (página 70)  

 Devido a esse acontecimento chocante, a região passou a se chamar MORRO DAS MORTES, sendo um dos primeiros nomes conhecidos da localidade onde se localiza o munícipio de Santa Rosa do Sul. Atualmente o morro onde aconteceu esse assassinatos é ainda conhecido por esse nome, e também pelo apelido de MORRO DA CAIXA D'ÁGUA, onde ficar o reservatório de água da Samae. 
 Como em todo lugar onde acontecem crimes bárbaros no passado, o Morro das Mortes não é diferente, há muitos relatos de aparições fantasmagóricas, pessoas que sonham com potes de ouro estão lá enterrados, enfim uma infinidades de estórias fantásticas, que tornam o acontecimento cada vez mais intrigante para quem é apaixonado de História.
Em 1893 eclode no Rio Grande do Sul uma nova e sangrenta guerra civil a qual ultrapassa as fronteiras gaúchas, a qual durou até 1895, a Revolução Federalista. Após passado o conflito, muitos imigrantes vieram para  Santa Catarina, inclusive criando núcleos de povoamento.
 Nesse contexto, Morro das Mortes (Santa Rosa) começa receber a primeira leva de imigrantes vindos do Rio Grande do Sul, grande maioria de origem europeia (açorianos, alemães e italianos) os quais fixaram moradia nessa localidade, que aos poucos começava ganhar ares de vilarejo. Mesmo com poucas casas, aqui desenvolveu-se um pequeno povoado, liderado por três grandes famílias.
 Os chefes dessas famílias eram: Alfredo Teixeira da Rosa, Alfredo José dos Santos e Alfredo Calazans Emerim. Curiosamente, os patriarcas tinham coincidentemente o mesmo nome, Alfredo. A população naquela época dizia que iam nos Alfredos (Santa Rosa), quando perguntavam onde estavam indo, com o tempo o local passou a se chamar Três Alfredos.
 Ambos comerciantes, os Alfredos ajudaram para o crescimento do povoado juntamente com as famílias que aqui estavam chegando, tornando-os pessoas muito conhecidos em toda região, consolidando a localidade em um ponto comercial.
 Sendo um povoado o qual a grande maioria professava a fé católica, iniciou na década de 1920 um movimento para a construção de uma capela, sendo autorizada pela Mitra Arquidiocesana em 1928, através do padre Antônio Luiz Dias. Antes disso, as celebrações religiosas eram realizadas na casa de Alfredo Emerim.
 Ao mesmo tempo em que acontecia a construção da capela, foi feito uma pesquisa para escolher o padroeiro ou padroeira para o local, logicamente havendo muitas sugestões. Como a família Teixeira da Rosa era numerosa e fervorosamente católica, padre Antônio decidiu por Santa Rosa de Lima a padroeira da capela.
 No dia 30 de agosto de 1932, a capela foi finalmente inaugurada com uma belíssima festa, sendo o primeiro festeiro Alfredo Teixeira da Rosa. Novamente, devido a capela, o vilarejo mudava de nome e passava a se chamar Santa Rosa.
 Década de 1930, período em que na Europa surge regimes totalitários, como o nazismo e o fascismo, no Brasil começa a era do presidente Getúlio Vargas através da Revolução de 1930 e consolidada com a Revolução Constitucionalista de 1932. Enquanto isso, Santa Rosa era um pequena vilarejo a qual pertencia ao município de Araranguá.
 Nessa época, era muito comum a passagem dos tropeiros pela região, que traziam produtos de outras regiões do Brasil, especialmente da serra gaúcha, para Santa Rosa, abastecendo o comércio local, havendo um grande fluxo de pessoas que por aqui passavam. Como é de se imaginar, a grande maioria das famílias viviam basicamente da agricultura, especialmente do cultivo da mandioca, surgindo então grandes engenhos onde era fabricados a farinha e o polvilho.
 O tempo foi passando, o povoado foi crescendo, até se tornar uma pequena e aconchegante vila. Com a emancipação política de Sombrio, ocorrida em 1953, Santa Rosa passou a pertencer a esse munícipio. Dois anos depois, após pressão popular, o prefeito sombriense Santelmo Borba, através da Resolução 01/55 de 24 de Novembro de 1955, transforma Santa Rosa em distrito de Sombrio.
 A partir dos anos 80, devido o forte desejo da população de Santa Rosa pela emancipação política do distrito, surge o movimento emancipacionista. Criando um diretoria para trabalhar pela criação do munícipio, o movimento emancipacionista realizou um plebiscito com a população no dia 18 de outubro de 1987, a qual a grande maioria votou SIM pela emancipação.
 Após ser ratificada pela Assembléia Legislativa do Estado, o então governador Pedro Ivo Campos tentar vedar o pedido de emancipação, mas o veto acaba sendo derrubado pela Assembléia. Assim, abriu caminho para Santa Rosa e outros seis distritos catarinenses se transformaram em municípios.
 Finalmente no dia 04 de janeiro de 1988, o distrito de Santa Rosa emancipa-se de Sombrio, ganhando o nome de Santa Rosa do Sul, começando assim oficialmente a História política do município. A primeira eleição foi marcada para o dia 16 de abril de 1989, com a posse prevista para o dia 01 de junho daquele mesmo ano. Abaixo vem os nomes de todos os prefeitos e vice que governaram a cidade de 1988 até 2012, confiram:

Primeiro Mandato (1989-1992)

Prefeito: José Aquino Isoppo
Vice:  José Pereira da Rosa

Segundo Mandato (1993-1996)

Prefeito: José Pereira da Rosa
Vice: José Moacir Bez

Terceiro Mandato (1997-2000)

Prefeito: José Aquino Isoppo
Vice: Geci Gertrudes de Oliveira Casagrande

Quarto Mandato (2001-2004)

Prefeito: Nelmo Emerim
Vice: Antônio Juvenal Varela

Quinto Mandato (2005-2008)

Prefeita: Geci Gertrudes de Oliveira Casagrande
Vice: Nelson Cardoso de Oliveira

Sexto Mandato (2009-2012)

Prefeita: Geci Gertrudes de Oliveira Casagrande
Vice: Geovano Cândido Gomes

Sétimo Mandato (2013-2016)

Prefeito: Nelson Cardoso de Oliveira
Vice: Nelmo Emerim

 De 1988 até o atual momento, Santa Rosa do Sul vem crescendo em grande escala, deixando de ser aquela vila dos tempos primitivos, tornando-se um munícipio ativo na região sul de Santa Catarina. Relembrar sua evolução histórica as novas gerações é criar raízes de identidade com o lugar, portanto nunca devemos de deixar que essa nossa História morra.
 Agora, começa um novo capítulo da História de Santa Rosa do Sul, o quais nós começamos a escrever, e as novas gerações irão conhecer e admirar. Portanto, devemos plantar coisas positivas, para que no futuro, nossos filhos e netos colham bons frutos, essa é a missão de todos os sul santarosenses.

GRANDE ABRAÇO, BOM FIM DE SEMANA, ATÉ A PRÓXIMA

quinta-feira, 12 de março de 2015

POEMA; PREFIRO SER


Prefiro ser chamado de louco do que viver na ilusão,
Sendo muito feliz sem muita preocupação,
Podendo sentir o belo e doce sabor da liberdade,
Buscando a paz interior, conhecimento e verdade.

Prefiro ser um sonhador do que viver na futilidade,
Não me agarrando na libertinagem e na maldade,
Procurando meios sadios de alcançar a felicidade plena,
Sabendo aproveitar aquilo que a vida traz de bom .

Prefiro ser um poeta do que ser um déspota,
Ajudando todos, sem preconceito algum,
Na humildade, sem fazer ninguém de idiota.

Prefiro ser eu mesmo do que ser um ídolo da televisão,
Pois não precisa ser fabricada para ser legal,
Basta ser ela mesmo, original.

Autor: Andrio Cardoso Pereira

quarta-feira, 11 de março de 2015

CINE HISTÓRIA: BESOURO (2009)


FICHA TÉCNICA

Título Original: Besouro
Duração: 95 min.
Ano: 2009
Diretores:  João Daniel Tikhomiroff
País:  Brasil
Idiomas disponíveis e legendas: Português e Dialetos Ioruba 
Gênero: Aventura/ Ação/ Drama Histórico
Temática: Luta pelos direitos dos Afro-brasileiros/ Manifestações Culturais Afro-brasileiras/ Mitologia Afro-Brasileira/ Vida de um Mestre da Capoeira 

SINOPSE (Fonte: Adoro Cinema)

Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

COMENTÁRIO

 Dirigido por João Daniel Tikhomiroff, Besouro conta a estória de Manoel Henrique Pereira, conhecido como Besouro Mangangá, que lutou contra a opressão dos poderosos do Recôncavo Baiano, no estado da Bahia, na década de 1920, sendo um dos símbolos máximos da Capoeira, manifestação afro-brasileira que recentemente foi tombada como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
  Com cenas de luta de tirar o fôlego, feitas pelo coreografo chinês Huen Chiu Ku, o mesmo de Kill Bill, o filme mostra de forma belíssima a resistência dos afro-brasileiros contra a opressão branca, através da Capoeira e de suas peculiares manifestações religiosas, mitológicas e culturais, em ritmo de uma emocionante aventura.

  O filme consegue trazer a tona que a luta pelos direitos dos afro-brasileiros após a abolição da escravidão (1888) não ocorreu de forma pacifica, havendo muitas lutas, preconceito e sofrimento, sendo que Besouro se destacou nessas lutas, tornando-o uma figura lendária, reverenciada entre os capoeiristas e herói nacional em todo o Brasil. Confira o filme na integra abaixo e assista esse filme grande sucesso do cinema nacional:


Grande abraço, BOA SESSÃO, até a próxima.

terça-feira, 10 de março de 2015

LIVRO: VIAGEM AO BRASIL- HANS STADEN


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Conhecido mundialmente por ser o primeiro explorador a ter contato direto com os povos indígenas que viviam no Brasil durante o período colonial, o aventureiro alemão Hans Staden (1525-1579), escreveu apenas um livro, Viagem ao Brasil (também conhecido como As Duas Viagens ao Brasil), publicado pela primeira vez em 1557, foi um grande sucesso editorial na Europa, sendo traduzido para diversas línguas, inclusive o português.
 Escrevendo num estilo totalmente simples e bastante descritivo, sem apelar para a fantasia, Hans Staden descreveu em Viagem ao Brasil os costumes dos índios que aqui viviam, o seu aprisionamento índios tupinambás, os inúmeros naufrágios que sofreu, as batalhas o qual participou contra outros mercenários europeus, a constante ameaça de ser vítima de rituais de canibalismo pelos seus algozes, relato de plantas e animais daqui, além é claro de descrever toda a paisagem natural e marítima da costa brasileira, sendo um estudo antropológico, sociológico, e cultural dos povos indígenas, uma verdadeira fonte histórica sobre o período colonial.

  Além do estilo literário altamente realista e descritivo, Viagem ao Brasil mexeu com a imaginação dos leitores europeus devido as xilogravuras presentes no livro, feitas possivelmente por alguém próximo a Hans Staden, mostrando cenas de canibalismo (antropofagia), mapas por onde passou, cenas de batalhas, além de mostrar paisagens e animais que viviam no litoral brasileiro, feitos de forma pavorosa e exótica, transformando esse livro num verdadeiro best-seller no século XVI.
 Sendo um livro importante para a historiografia brasileira, Viagem ao Brasil é leitura obrigatória para quem gosta de História colonial, mas também pode servir a aqueles que são apaixonados por uma boa estória de aventura, tornando Hans Staden em um dos mais aventureiros mais famosos da literatura brasileira feita no período colonial.

Um grande abraço, boa leitura, até a próxima.