domingo, 27 de março de 2016

ESPECIAL DE PÁSCOA



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Para as pessoas que professam religiões de origem cristã, as datas comemorativas cheias de rituais de grande beleza e emotividade, além de terem muitos simbolismos, variando de lugar para lugar, de cultura para cultura mas sempre presentes, fazendo cada data ser única, mesmo com a passagem do tempo e dos costumes, continua muito vivas, seja no Natal ou Corpus Christi,sendo consideradas feriados.
 Como todas as datas do cristianismo, a Páscoa  também é um período bastante importante e riquíssima em simbologia, manifestada na liturgia das cerimônias religiosas, tendo inclusive um período de quarenta dias de preparação, chamado de Quaresma, indo da Quarta-Feiras de Cinzas até o Domingo de Ramos, o qual exige a penitência, a reflexão e da caridade, predominando a cor roxa e textos bíblicos que revelam a paixão, morte e, principalmente, a gloriosa ressurreição de Jesus Cristo, motivo maior dessa festa.
 Além da questão cerimonial, culturalmente a Páscoa traz símbolos bastante fortes, os quais estão também associados ao cristianismo (é impossível desassociar a parte religiosa em datas comemorativas tão importantes como a Páscoa ou o Natal), sendo muito usado pelo comércio, televisão, cinema, música e na literatura, estou falando logicamente do Coelho da Páscoa, figura muito querida entre as crianças. Um exemplo disso é a animação Coelhos Engraçadinhos feita pela Disney na década de 1930, que traz toda a questão do Coelho da Páscoa de forma bem engraçada  e mitológica do personagem, sendo um desenho bastante nostálgico, digno da coluna Retrô, confiram abaixo essa animação maravilhosa:



 Tendo uma origem bastante antiga, o coelho tem várias simbologias, por exemplo para os egípcios representava a vida nova, ressurreição e o nascimento, para outros povos da Antiguidade representava a Lua, a fertilidade (fato desse animal ter grandes ninhadas e se proliferar rapidamente), isso foi associado aos antigos hebreus, e posteriormente aos cristãos, que por sua vez usa o coelho para simbolizar a rápida proliferação do cristianismo após a morte de Jesus Cristo, a vida nova com a ressurreição de Cristo e a Lua, a qual determina a data que será realizada a Páscoa em cada ano. Essa tradição do coelhinho foi trazida no Brasil principalmente pelos imigrantes alemães nos séculos XVII e XIII.
 Vindo juntamente com o Coelho da Páscoa, outro símbolo muito presente na Páscoa são os ovos, que tem origem lendária, o qual segundo a tradição, uma mulher decidiu dar de presentes ovos coloridos para seus filhos, escondendo esses ovinhos, sendo que as crianças tinham que fazer uma busca para encontrar esses ovos. Quando descobriram os ovos, coincidentemente, um coelho passou no celeiro onde estavam os ovos, e as crianças acreditaram que foi o coelho que colocou os ovos.
 Como é de se imaginar, dessa pequena lenda originou a brincadeira da caça aos ovos de Páscoa, a qual permanece viva em muitas culturas no mundo, inclusive no Brasil, e a associação do coelho com os ovos. Dependendo do povo e da região, os ovos de Páscoa podem ser de galinha, de massa de trigo e principalmente de chocolate (associado por algumas pessoas a energia e vigor do cristão), esse último sendo bastante popular. Também existente ovos de Páscoa decorativos feito de prata, mármore e muitos outros, mas sendo comestível ou não, a representação deles é a mesma: a ressurreição de Cristo. 
 Tanto o coelho como o ovo são símbolos culturais e religiosos da Páscoa, assim como a cruz (representa o sacrifício de Cristo para salvar a humanidade com sua morte e ressurreição), as velas, as encenações e os ramos, que fazem parte de toda a simbologia pascal, tem uma importância fundamental dentro da festa, pois ela representam as idéias principais da Páscoa: renovação de vida, a propagação de um mundo melhor, o fim de um mundo trevoso e o início de uma humanidade cheia de paz, alegria e esperança. Para encerrar esse especial, um poema:

FELIZ PÁSCOA 

Páscoa é a vitória da vida,
Ser caridoso com as pessoas que sofrem,
Lutar contra a opressão,
Respeitar o próximo e ser humilde,
Não tremer diante das trevas, pois sempre a luz aparecerá,
Sepultar aquilo que faz mal a você,
Ressurgir das cinzas, uma nova pessoa,
Anunciar que o bem venceu o mal,
Quero desejar a você, FELIZ PÁSCOA,
Que a luz do Cristo vivo ilumine tua vida.

Autor: Andrio Cardoso Pereira

Um bom fim de semana, FELIZ PÁSCOA,  até a próxima, grande abraço.

sábado, 26 de março de 2016

SRS ESPECIAL: HISTÓRIA CULTURAL DE SANTA ROSA DO SUL



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 A História é uma área que permite termos uma visão aproximada daquilo que foi o passado de uma cidade, região, país e até mesmo do mundo, podendo ser ser feita pelo viés político, social, comportamental, mitológico, econômico, cultural e muitos outros, porém o mais usual é o factual, que nada mais é, um resumo de fatos importantes do lugar onde estudamos, por ser mais fácil de ser estudado.
 Em Santa Rosa do Sul, todos com toda certeza conhecem a História factual do munícipio, que está presente no site a prefeitura e nos informativos da AMESC. Hoje quero mostrar uma forma diferente de conhecer a História do munícipio, através da evolução cultural que aconteceu em Santa Roa do Sul desde a chegada dos primeiros índios até os dias de hoje, enfatizando mais a questão cultural. O informativo abaixo faz parte do Plano Municipal de Cultura, o qual ajudei a escrever e sou autor desse e de muitos outros informativos, espero que gostem, divulguem e abra a mente dos sul santarosenses e torço que outras formas de estudos históricos surjam.


HISTÓRIA CULTURAL DE SANTA ROSA DO SUL


     Santa Rosa do Sul antes da chegada dos europeus foi habitada por indígenas principalmente Guaranis (carijós), os quais tiveram contato diretamente com os imigrantes portugueses e espanhóis, gerando violentos e uma forte miscigenação cultural.
  Vindos de uma região também litorânea, as primeiras levas de luso-açorianos que vieram para o litoral de Santa Catarina a partir do ano 1748, tinham a intenção de ajudar na defesa dos territórios conquistados no litoral por Portugal e acabaram colonizando boa parte do sul do Brasil, inclusive a região do extremo sul catarinense, municípios como Sombrio, Araranguá e principalmente, Santa Rosa do Sul, foram no passado colonizado por açorianos ou por descendentes dos mesmos nascidos no Brasil.
  A herança luso-açoriana presente em nossos dias é vasta, ficando complicado enumerar todas de uma vez só, mas fácil de visualizar, basta olharmos ao nosso redor para podermos perceber a presença do povo açoriano em nossa cultura, seja no jeito de falar, costumes ou de fazer.
 Dentre a vasta herança cultural deixada pelos açorianos em Santa Rosa do Sul, além do linguajar típico, a forte religiosidade, as lendas, as benzedeiras, a culinária típica, a maneira de pescar, a pecuária e os revolucionários métodos agrícolas utilizados nas plantações, as manifestações do Terno de Reis, Boi de Mamão e Bandeira do Divino são bastantes presentes até nos dias de hoje, devido ao belo colorido, religiosidade e alegria, marcas registradas da açorianidade. Vamos conhecer um pouco de cada uma dessas manifestações.
 O Terno de Reis surgiu em Portugal e foi trazido ao Brasil no início de sua colonização pelos imigrantes açorianos e portugueses. Celebrada entre o dia 24 de dezembro ao dia 06 de janeiro (dia de Santos Reis), essa manifestação faz alusão ao nascimento de Jesus e a visita dos reis magos ao presépio em Belém, através de grupos de cantoria, alguns com danças e apresentações teatrais que vão de casa em casa anunciando o Natal.
 Em termos musicais, os instrumentos usados nas cantorias são praticamente os mesmos da música sertaneja: o violão, a viola, a gaita, tambor e o violino (conhecido também por rabeca), podendo variar de um grupo para o outro. Outra característica importante é a presença de um mestre, que é aquele responsável pela folia e pela criação dos versos, depois repetidos pelos foliões (coro), o qual há uma voz especial que dá todo tom acaipirado da cantoria: o típe, que faz o famoso e estridente “ai” no fim dos versos, podendo haver dois ou mais. 
 Oriundo das antigas tradições açorianas, O Boi de Mamão une cantoria, dança, folclore e teatro popular, contando a estória de Mateus e sua esposa Moreninha, que está grávida e sente desejo de comer o boi de estimação da família, então o animal é sacrificado, porém com a ajuda de uma benzedeira, o boi ressuscita, havendo uma grande festa , onde surgem personagens como o cavalinho, a cabra, macaco, ursos, a Maricota, a bernúncia (espécie de dragão) e tantos outros, variando de uma região para outra.
 A Bandeira do Divino é uma tradição comemorada de diversas maneiras, conforme a cultura de cada local. em Santa Catarina, essa tradição é muito presente e viva , inclusive no litoral sul, ocorrendo 50 dias após a Páscoa, em alusão ao dia de Pentecostes, data a qual segundo a tradição bíblica, o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo, havendo muita cantoria, festejos, fogos e alegria, assemelhando com o Terno de Reis pelo tom acaipirado e ligado a religiosidade.
   Buscando refúgio e liberdade, os escravos começaram a povoar o território onde hoje são as comunidades de Novo Horizonte e Peroba a partir do século XIX, oriundos de fazendas do Rio Grande do Sul e de outras partes de Santa Catarina, formando uma grande comunidade Quilombola, a qual gerou inúmeros descendentes, espalhando-se por toda Santa Rosa do Sul, a qual se manteve unida, havendo por muitas décadas na igreja matriz a Festa de Nossa Senhora do Rosário, quando acontecia o famoso Baile dos Morenos, onde era freqüentado somente por afrodescendentes, marcando toda uma época, que infelizmente hoje não existe mais, além de acontecer um processo de miscigenação cultural no decorrer da passagem do tempo.
 A herança africana pode ser sentida em Santa Rosa do Sul mais nas comunidades do interior através da organização, da união, do gosto pela música, pela religiosidade e através de manifestações folclóricas como a Capoeira e do Maracatu, feitas pelas escolas e pelos projetos sociais, no intuito de trazer novamente a identidade afro para essas comunidades.
  Vindos da Europa infestada de guerras, fome e pobreza, os imigrantes italianos e alemães vieram para o munícipio na segunda metade do século XIX, deixando em sua herança cultural a religiosidade, a engenhosidade para trabalhar na agricultura, no jeito de falar e principalmente, na culinária típica com suas cucas, massas, vinhos e tantas outras iguarias deliciosas.
 Com a eclosão da Revolução Federalista no Rio Grande do Sul no fim do século XIX, chegaram em Santa Rosa do Sul, que na época se chamava Morro das Mortes, muitas famílias de origem gaúcha, trazendo sua traições como de fazer churrasco, tomar chimarrão, andar de a cavalo, sua música e danças como o vanerão, chimarrita (de origem açoriana) e tantas outras.
  Nesse mesmo contexto, as famílias Teixeira da Rosa, Emerim e Souza, cujo nome dos três patriarcas era Alfredo, chegaram ao munícipio, ajudando no seu desenvolvimento, tanto que o lugar passou a ser chamado de Três Alfredos, iniciando uma lenta evolução urbana no munícipio, surgindo nessa época os primeiros centros de comércios, a capela a qual foi escolhida como padroeira Santa Rosa de Lima (1932) e a vila se passou a chamar de Santa Rosa, para posteriormente evoluir para distrito em meados da década de 50 e com o inicio a construção da BR 101 em meados da década de 1960.
  A questão cultural desse período até meados da década de 1970 foi bastante rica, principalmente para a juventude, aconteciam inúmeras domingueiras, bailes, brincadeiras de entrudes, serenatas, gincanas, festas juninas, Terno de Reis, rodeios, existia um cinema que pertencia a família Emerim e as festas dos padroeiros de cada comunidade, eram bastante apreciadas.
 Com a evolução urbana, também veio o desejo do povo de transformar o distrito em munícipio, concretizando com a emancipação em 1988, iniciando daí para frente a História política de Santa Rosa, mas a cultura não foi esquecida, sendo agora organizada pela administração municipal, como as festas juninas, gincanas e festivais, marcando época, muitas delas continuam até hoje, as quais iremos elencar a partir de agora.   
 O Festival Municipal da Canção, o tradicional FEMUC foi criado no início da década de 1990, sendo inicialmente um evento musical, no intuito de revelar novos talentos musicais de Santa Rosa do Sul, que ao passar dos anos foi colocado nas festas de aniversário do munícipio, posteriormente nas festas juninas, sendo definitivamente colocado dentro da programação da Polvilhana em 2005, sendo uma das atrações mais esperados dentro da festa, em 2014 foi realizado a décima primeira edição. 
 Seguindo a mesma linha do FEMUC, o Festival Municipal Escolar da Canção, o FEMEC foi instituído em 2002, fazendo parte da programação da Polvilhana, o festival tem como intuito revelar talentos musicais de crianças e adolescentes que estudam nas escolas de Santa Rosa do Sul, sendo também uma atração bastante esperado dentro da festa, sendo que em 2014 foi realizada a sua sétima edição.
   Criada no inicio dos anos 2000 a Fanfarra Municipal Filhos da Terra foi criada para tocar nos eventos culturais do munícipio, fazer apresentações especiais, e principalmente, animar nos desfiles do dia 07 de setembro, o qual comemora o Dia da Independência do Brasil, tocando o Hino Nacional, fazendo o som da marcha e fazendo a Alvorada Festival, além de se apresentarem em diversas cidades da região.
 Maior festa cultural do munícipio de Santa Rosa do Sul, a Festa do Polvilho e da Banana, carinhosamente chamada de Polvilhana, ocorre desde 2005, sendo feita entre os meses de junho e julho, acontecendo de dois em dois anos, atraindo uma grande multidão vinda de várias partes do estado e do Rio Grande do Sul. Em 2014 foi realizada sua sexta edição.
  O nome da festa faz alusão direta aos dois principais produtos produzidos no munícipio, o polvilho e a banana, é uma homenagem ao agricultor de Santa Rosa do Sul, que com seu suor e trabalho, alavanca a economia do munícipio, além de contar a sua origem e demonstrar a cultura típica do interior catarinense.
  Sendo uma festa que valoriza o trabalho do agricultor e sua cultura, a Polvilhana traz uma série de atrações para todos os públicos, desde exposições temáticas, shows musicais, apresentações folclóricas, concurso da rainha e princesas, festivais de música, noites especiais para o público católico e evangélico, práticas esportivas, brincadeiras que fazem alusão à vida do agricultor e um grandioso desfile temático com carros de boi, máquinas agrícolas, giricos, tobatas e cavalaria, mostrando um pouco da História e da cultura de Santa Rosa do Sul e também da região.
  Lançado em 2012, o livro Santa Rosa do Sul: Raízes, escrito pelo jornalista sombriense Rolando Christian Sant’Helena Coelho, fala sobre a evolução histórica, política e social do munícipio, usando de depoimento de moradores antigos, fotografias antigas e estatísticas, fazendo uma homenagem as pessoas que ajudaram na construção do munícipio o qual conhecemos atualmente.
  O filme Santa Rosa do Sul: Minha Terra, documentário produzido pelo jornalista sombriense Rolando Christian Sant’Helena Coelho foi lançado em 2012 juntamente com o livro Santa Rosa do Sul: Raízes, sendo um complemento do outro, recontando a História do município através de depoimentos de moradores antigos e pessoas que participaram de alguma forma da evolução histórica, social, política e cultural do município de Santa Rosa do Sul.  
   O Festival Escolar da Canção foi criado no ano de 2012, no intuito de classificar os alunos que vão cantar no FEMEC, sendo realizada em cada escola do munícipio, servindo como uma espécie de eliminatória, tendo acontecido em 2014 sua segunda edição.     
  Criado em dezembro de 2013, o Natal Iluminado é um evento que celebra as festividades natalinas do munícipio, conforme os costumes culturais e religiosos presentes em Santa Rosa do Sul, sendo realizado na Praça Frei Raimundo Simonetto, havendo decoração especial, iluminação colorida, cenários temáticos, chegada do Papai Noel e shows de música, teatro e dança, marcando o Natal e o fim de ano do povo sul santarosense, sendo um verdadeiro sucesso a cada nova edição. Em 2014, foi realizada a segunda edição, sendo estendido a programação para a comunidade de Vila São Cristovão e pretende-se estender para outras comunidades do município.
  Inaugurada durante a realização da VI Polvilhana em 2014, a Feira do Agricultor é um espaço construído próximo a rodoviária municipal, que anteriormente era realizada ao lado da Igreja Matriz, onde os pequenos agricultores e artesãos do munícipio podem mostrar e vender seus produtos aos moradores, sendo um espaço que lembra um antigo galpão, servindo como um ponto turístico de Santa Rosa do Sul .
 O Festival Municipal de Folclore foi criado e instituído em agosto de 2014, evento que valoriza as manifestações folclóricas brasileira, catarinense e principalmente, de Santa Rosa do Sul, através de exposições temáticas, apresentação de teatro, dança, música, artes plásticas e artesanato, além da culinária típica do munícipio, sendo uma festa que celebra as antigas tradições do munícipio, no intuito delas se manterem vivas para as próximas gerações.
  Instituído no ano de 2013, o Departamento Municipal de Cultura de Santa Rosa do Sul faz parte da secretária municipal de Educação, Turismo, Esporte e Cultura, criado especificamente para trabalhar com as questões culturais do munícipio, assim como coordenar os eventos, seminários, cursos para capacitar profissionais dessa área, promover e elaborar leis de incentivo a cultura, junto ao Conselho Municipal de Cultura e a Secretária de Educação, Turismo e Esportes.
 Instituído em forma de lei em 2014, sendo feitas as eleições e posse em 2015, o Conselho Municipal de Cultura foi criado para trabalhar com as questões culturais de Santa Rosa do Sul, nos eventos e na formação de leis municipais relacionadas a cultura, havendo participações de membros de vários segmentos culturais da sociedade civil e também do setor administrativo municipal, em reuniões bimestrais que acontecem no auditório da Prefeitura Municipal. 
 Vendo a importância de tantas manifestações que acontecem em nosso munícipio, Santa Rosa do Sul é uma terra rica em cultura desde tempos antigos, elas são organizadas pela administração pública municipal, pelas entidades religiosas, instituições de educação ou mesmo pelas próprias comunidades, enfim, engloba todos os moradores, mesmo sendo um munícipio pequeno, consegue ser forte e ultrapassar a barreira do tempo, c compromisso de cada sul santarosense é manter viva a chama dessa cultura, para que demos continuidade para as próximas gerações, contribuindo cada vez mais na História de nosso munícipio.

Autor. Andrio Cardoso Pereira
Fonte: Diagnóstico Cultural Santa Rosa do Sul (Plano Municipal de Cultural) páginas 217 até 220, 2015. Prefeitura Municipal de Santa Rosa do Sul. 


Grande abraço, FELIZ PÁSCOA, bom fim de semana, até a próxima! 



sexta-feira, 25 de março de 2016

INFORMATIVO ESPECIAL: POSITIVISMO NO BRASIL ( VÍDEO DE 2009)




Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 Gravado em 2009 durante a apresentação de um trabalho na faculdade, o professor Andrio explica de forma simples e objetiva como aconteceu a presença da teoria positivista no Brasil, especialmente no inicio do período republicano, no fim do século XIX, tendo inclusive presente em nossa bandeira nacional. apesar de toda simplicidade, filmada por uma câmera de celular, essa foi a minha primeira apresentação que foi filmada e colocada no Youtube.  Confiram o vídeo na integra:


Grande abraço, BOM FIM DE SEMANA, BOM FERIADO, até o próxima!

quinta-feira, 24 de março de 2016

POEMA: NÃO DEIXE A FELICIDADE ESCAPAR


Em todos os sentidos, a vida é um grande palco,
Onde todos somos protagonistas de inúmeras estórias,
E temos que saber entrar em cena  e também de sair de cena,
Tudo que é material é temporário,
Um dia começa, tem o auge e depois acaba,
Portanto, não se acomode, sempre tenha um plano B,
Não perca nenhuma oportunidade,
Deixe de lado aquilo que não presta,
Os maus sentimentos e as intrigas,
Pare de culpar os outros por seus fracassos,
Pare de desqualificar as pessoas que não pensam igual a você,
Quando falhar, recomece quantas vezes for possível,
O acerto com toda vai chegar,
Errou? Assuma sem medo algum,
Não se corrompa em nenhuma situação,
Não acredite que status seja mais importante do que tua vida,
Conquiste as coisas com teu suor e de forma honesta,
Deixe de lado coisas que não te acumulam nada,
Não deixe escapar a felicidade,
Essa é a principal regra.


Autor: Andrio Cardoso Pereira

quarta-feira, 23 de março de 2016

LIVRO: ROMEU E JULIETA- WILLIAN SHAKESPEARE



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 Um dos maiores dramaturgos da História da literatura universal, Willian Shakespeare (1564-1616) dispensa qualquer apresentação, suas peças são encenadas até os dias de hoje, tendo diversas adaptações em livros, televisão, cinema e no teatro, como Otelo, Macbeth, Rei Lear, Sonho de uma Noite de Verão e tantas outras, consideradas clássicos e de leitura obrigatória nas universidades de todo o mundo.
Encenada pela primeira vez por volta de 1595, Romeu e Julieta é sem dúvida a peça de Shakespeare mais conhecida em todo o mundo, graças a suas incontáveis adaptações para a televisão, cinema, literatura, desenhos animados, gibis e em outros mídias, além graças a sua trama atemporal, fazendo parte da cultura pop e  representa bem o romantismo presente no período renascentista em toda a Europa.
Ambientado no período medieval, a peça conta a trágica estória de dois jovens, Romeu Capuleto e Julieta Montecchio que vivem uma intensa estória de amor, mesmo sabendo que suas famílias são inimigas e travam uma sangrenta guerra pelo poder da cidade de Verona na Itália, dificultando ainda mais a vida do casal, gerando tragédias de proporções gigantescas, as quais irão causar transformações fortes não só nas família Capuleto e Montecchio, mas em toda a cidade de Verona e sua população.
 Inspirada em lendas oriundas do período medieval e também nos textos trágicos da Grécia Antiga, Romeu e Julieta traz a tona temas tão atuais, mesmo a peça sendo escrita no período do Renascimento, tais como: a disputa pelo poder local, o uso da violência para demonstrar poder, a dualidade do ser humano (bom e mau), o uso da racionalidade versus a emoção, a mudança de atitudes diante de uma grande tragédia, mundo do sonho versus realidade e a luta pelo grande amor da vida são trabalhados com maestria por Shakespeare nessa peça com muita emoção, tornando-a o maior clássico da literatura e do teatro de todos os tempos.

Grande abraço, BOA LEITURA, até a próxima! 

terça-feira, 22 de março de 2016

CINE HISTÓRIA: IMORTAIS (2012)




FICHA TÉCNICA

Título: Immortals
Ano: 2011
Duração: 1h.50min
Direção: Tarsem Singh
País:  Estados Unidos
Idiomas disponíveis e legendas: Inglês/Português
Gênero: Épico, Aventura, Fantasia, Ação.
Tema: Mitologia Grega

SINOPSE

Grécia, 1228 A.C. O rei Hiperion (Mickey Rourke) está em busca do arco de Épiro, uma poderosa arma que pode matar até mesmo deuses. Para encontrá-lo ele conduz seu exército a todos os vilarejos, deixando um rastro de destruição. Theseus (Henry Cavill) vive tranquilamente em uma pequena vila encravada na montanha, ao lado da mãe e de um senhor (John Hurt) que é seu tutor desde quando era criança. O que Theseus não sabia era que o velho na verdade era Zeus (Luke Evans), o rei dos deuses, que vinha à Terra sob a forma humana por acreditar em seu potencial. Quando as tropas de Hiperion chegam à vila elas matam a mãe de Theseus e o capturam. No cativeiro ele está entregue à morte, mas recebe apoio de Phaedra (Freida Pinto), uma vidente que também está presa e teve uma visão em que Theseus emçunha o cobiçado arco de Épiro.

COMENTÁRIO

  Esse filme que recria de modo espetacular o mundo mitológico da Grécia Antiga, seus deuses, heróis, monstros e mitos, seguindo a mesma linha de produções recentes como 300 e Fúria de Titãs, com muita ação, aventura, efeitos especiais de tirar o fôlego.
   Imortais faz uma releitura muito interessante do famoso mito de Teseu e o labirinto do Minotauro, da guerra entre os deuses e os titãs e também sobre os deuses gregos, tudo numa linguagem bem atual, recheado com um elenco de atores com corpos esculturais e recheado de muita computação gráfica de alta qualidade, tornando esse filme um belíssimo espetáculo visual.
   Saindo daquela leitura homérica dos mitos gregos, em Imortais os deuses não se intrometem nos problemas dos mortais, inclusive nas guerras, mas quando os titãs, famosos inimigos dos deuses do Olimpo, são libertados pela ganância de um conquistador, eles decidem ajudar os humanos, e lutam lado a lado, um salvando a pele do outro. Também a rivalidade entre as cidades-estados gregas é retratada, só que porém de forma indireta.
     Apesar de ser um filme rico em referências e de informações históricas e mitológicas sobre a Grécia Antiga, há muita violência extremada, sensualidade e algumas piadinhas sem sentido, assim como aconteceu com 300, mas nada disso estraga o enredo e a proposta do filme de trazer os antigos mitos gregos para a linguagem contemporânea, assemelhando muita aos das histórias em quadrinhos.
       Também vale salientar que temas como coragem, respeito, amizade, senso de liderança, liberdade, amor e questões éticas, bem típicos de todas mitologias existentes, são ressaltados constantemente no decorrer do filme, mesmo com o predomínio de cenas de batalha muito bem elaboradas, conseguem se sobressair bem, dando mais brilhantismo a obra.
         Como todos sabem, a mitologia grega é uma das que mais influenciam a cultura ocidental, sendo modelo para praticamente todos tipos de arte, inclusive para o cinema, a qual existe inúmeras produções sobre esse tema, comprovando que as estórias, heróis, deuses e seres míticos vindos da Grécia Antiga vão ser sempre atuais, como foi mostrado em Imortais, sendo essa a principal mensagem do filme.



Um grande abraço a todos, bom filme, até a próxima.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A MÚSICA E A HISTÓRIA: ASA BRANCA- LUÍZ GONZAGA



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 Conhecido como o Rei do Baião, Luiz Gonzaga (1912-1989) foi um dos compositores mais conhecidos da Música Popular Brasileira, levando a todos cantos do país ritmos nordestinos, especialmente o baião e o forró, que antes eram totalmente desconhecidos. Seu legado na música é grandioso, influenciando artistas de diversos gêneros musicais e pode ser sentida até nos dias de hoje.
 Lançada em 1947, Asa Branca é uma de suas canções mais conhecidas, composta juntamente com Humberto Teixeira. De forma emotiva, a música fala sobre o drama da seca no nordeste brasileiro e também sobre os retirantes que migram para outras regiões até o período de estiagem acabar, tendo como pano de fundo uma estória de amor. A ave que dá título a música é um exemplo de resistência a períodos longos de seca naquela região, sendo homenageada na canção.
 Abaixo está um clipe muito bonitinho, feito em Flash pela cartunista Gabriela Avanzi, baseado nas xilogravuras feitas por J. Borges, retratando bem o universo desse grande clássico da MPB, provando que música de qualidade não sai do coração das pessoas.



Um grande abraço, até a próxima, uma excelente semana.